Mundo

França admite manter Assad durante transição política na Síria

Paris quer que presidente sírio deixe de comandar as forças armadas do país

Paris quer que Assad deixe de comandar as forças armadas da Síria
Paris quer que Assad deixe de comandar as forças armadas da Síria Foto : SANA / AFP / CP
O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, declarou que já não é exigida a renúncia do presidente sírio Bashar al-Assad antes de uma transição política na Síria. A afirmação foi feita em uma entrevista a um jornal publicada neste sábado. "A luta contra o Daesh (acrônimo árabe do Estado Islâmico) é decisiva, mas não será completamente eficaz até que o conjunto das forças sírias e regionais se unam. Como vai ser possível enquanto Bashar al-Assad presidir, ele que cometeu tantas atrocidades e que tem grande parte da população contra si?", se pergunta o ministro. "Uma Síria unida implica uma transição política. Isso não quer dizer que Bashar al-Assad deva partir antes da transição, mas são necessárias garantias para o futuro", disse ao jornal Le Progrès de Lyon.

A França, assim como os Estados Unidos e os países membros da coalizão internacional que bombardeia a organização jihadista na Síria e no Iraque, busca soluções políticas e militares que coloquem fim a mais de quatro anos de guerra em território sírio. Paris propõe associar a luta contra o EI ao exército sírio, desde que Assad deixe de ser seu líder.

"Não é possível trabalhar com o exército sírio enquanto Bashar al-Assad o liderar. Mas a partir do momento em que ocorrer uma transição política e Bashar já não for o chefe das forças armadas, então podemos nos associar ao que seria o exército sírio", declarou na quinta-feira o ministro.