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França avalia lei de "prisão domiciliar" para quem regressa do Oriente Médio

Presidente projetou mudança constitucional para "agir contra terrorismo de guerra"

Presidente projetou mudança constitucional para "agir contra terrorismo de guerra"
Presidente projetou mudança constitucional para "agir contra terrorismo de guerra" Foto : Stephane de Sakutin / AFP / CP
O governo da França está analisando um plano que impõe aos cidadãos que regressarem da Síria ou do Iraque “condições de vigilância”, incluindo “prisão domiciliar”, relatou uma fonte do Executivo. O governo pretende que os franceses potencialmente envolvidos com grupos extremistas sejam sujeitos a um “visto de regresso” ao voltar para a França. A aplicação da medida, contudo, dependeria de uma revisão constitucional.

O presidente francês, François Hollande, anunciou aos deputados e aos senadores, excepcionalmente reunidos no Palácio de Versalhes, que lhe será submetida uma revisão da Constituição para permitir ao governo “agir contra o terrorismo de guerra”.

A alteração constitucional vai “criar um regime civil de estado de crise, permitindo implementar medidas excepcionais sem restringir as liberdades civis que são estritamente necessárias para garantir a segurança nacional”. “As medidas devem ser adaptadas às características específicas da ameaça terrorista, em particular à sua duração ”e “podem ir além do que está atualmente previsto na lei” sobre o estado de emergência, acrescentou.

Na sexta-feira, Paris sofreu vários ataques terroristas, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, que provocaram mais de 100 mortos. Segundo estimativas oficiais, 571 franceses estiveram no Iraque e na Síria, 245 dos quais regressaram e 141 morreram.