França deve registrar em 2020 a pior recessão desde 1945
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França deve registrar em 2020 a pior recessão desde 1945

Ministro da Economia do país prevê "choque econômico" com crescimento negativo de -2,9%

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AFP e Correio do Povo

País está em sua terceira semana de confinamento

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A França pode registrar em 2020, em consequência do impacto econômico da pandemia do novo coronavírus, sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial, afirmou o ministro da Economia, Bruno Le Maire. "O pior dado de crescimento que a França registrou desde 1945 foi em 2009, depois da crise financeira de 2008, de -2,2%. Provavelmente estaremos muito além de -2,2% este ano", advertiu o ministro francês.

O resultado corresponde à primeira avaliação feita na época. Posteriormente, o resultado foi revisado para -2,9%, explicou o ministro. "Isto mostra a magnitude do choque econômico que enfrentamos", completou durante uma audiência da Comissão de Relações Econômicas do Senado.

No início da manhã, em entrevista a France 2, ele foi questionado sobre um possível aumento de impostos, ele disse que "não era uma boa idéia" ou "a melhor maneira de reviver o crescimento econômico". No entanto, a questão estará sobre a mesa no outono, quando a conta de finanças de 2021 for examinada, apontou.

A França entrará na terça-feira na quarta semana de confinamento, que deixou muitos setores econômicos totalmente paralisados. Em seu orçamento revisado, adotado em março, o governo francês projetava uma recessão de 1% este ano, mas Le Maire afirmou poucos dias depois que o impacto sobre a economia seria muito maior.

As medidas de confinamento na luta contra o novo coronavírus provocaram uma perda de quase 35% da atividade econômica na França, medida nesta semana em comparação com a chamada semana normal, com um "efeito bastante heterogêneo" em função dos setores, afirmou o Instituto Nacional de Estatísticas Econômicas (INSEE) em sua primeira estimativa sobre os impactos da pandemia.

O órgão, que compara "o nível de atividade desta semana com o que se poderia esperar em uma semana normal", também calcula que um confinamento de um mês de duração provocaria uma queda em ritmo anual de três pontos do Produto Interno Bruto (PIB).