Na quarta-feira, o Parlamento francês reúne-se, em sessão extraordinária, para um debate, sem votação, sobre a situação na Síria. "Cada país é soberano para participar, ou não, de uma operação. Isso vale para o Reino Unido, como para a França", indicou Hollande, questionado sobre a possibilidade de intervir na Síria, sem o apoio de Londres. "Vou falar hoje com (o presidente norte-americano) Barack Obama", acrescentou.
Hollande, que é, a partir de agora, o principal aliado dos Estados Unidos após a decisão britânica, excluiu a possibilidade de qualquer intervenção antes da saída dos inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU), que investigam na Síria os possíveis ataques com armas químicas.
A missão da ONU deve deixar o país neste sábado e fazer de imediato um relatório oral ao secretário-geral da instituição, Ban Ki-moon. Hollande disse não ser "favorável a uma intervenção internacional para 'libertar' a Síria ou derrubar o ditador". Acrescentou, no entanto, que "se deve travar um regime que comete atos irreparáveis contra a população".
Para ele, "uma série de indícios (aponta) no sentido da responsabilidade do regime" do presidente Bashar Al Assad, após a morte de centenas de pessoas, em 21 de agosto, nos arredores de Damasco, em ataques com armas químicas.