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França diz que vai esperar relatório da ONU antes de ação militar na Síria

François Hollande falou após o fim da cúpula do G20 na Rússia

François Hollanda diz que vai esperar relatório da ONU antes de ação militar na Síria
François Hollanda diz que vai esperar relatório da ONU antes de ação militar na Síria Foto : Eric Feferberg / AFP / CP
O presidente francês François Hollande anunciou nesta sexta-feira que a França irá esperar o relatório dos inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o ataque químico de 21 de agosto na Síria antes de lançar qualquer ação militar contra o regime de Damasco. "Se vamos esperar o relatório dos inspetores? Sim, nós iremos esperar o relatório dos inspetores como vamos esperar o voto do Congresso americano, que deve discutir a questão a partir de 9 de setembro", declarou Hollanda durante uma coletiva de imprensa após a cúpula do G20 em São Petersburgo.

Mais cedo, no entanto, o chanceler francês, Laurent Fabius, em Vilna, capital da Lituânia, que há um risco de o relatório dos inspetores da ONU sobre a Síria "ser decepcionante", já que ele não vai se referir à autoria do eventual ataque com de armas químicas no país. "O problema do relatório é que ele pretende saber se houve ou não um ataque químico. Mas agora todo mundo já reconhece isso, mesmo aqueles que, a princípio, o negaram", disse Fabius, citando os russos, os iranianos e até os sírios, que "agora reconhecem que houve um massacre químico".

Segundo ele, o relatório vai confirmar algo que já é de conhecimento público. "Os inspetores irão responder a uma pergunta cuja resposta todos nós já sabemos", afirmou Fabius a repórteres. "Mas eles não foram encarregados de investigar a autoria do ataque", argumentou, afirmando ter "evidências" sobre o caso. "Muitas pessoas dizem que é preciso esperar o relatório dos inspetores, mas é possível que este documento seja decepcionante ", concluiu o ministro das Relações Exteriores francês, tentando convencer seus colegas reunidos em Vilnius, após a cúpula do G20 na Rússia, que o responsável por estes ataques é o regime sírio de Bashar al-Assad.

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