Mais cedo, no entanto, o chanceler francês, Laurent Fabius, em Vilna, capital da Lituânia, que há um risco de o relatório dos inspetores da ONU sobre a Síria "ser decepcionante", já que ele não vai se referir à autoria do eventual ataque com de armas químicas no país. "O problema do relatório é que ele pretende saber se houve ou não um ataque químico. Mas agora todo mundo já reconhece isso, mesmo aqueles que, a princípio, o negaram", disse Fabius, citando os russos, os iranianos e até os sírios, que "agora reconhecem que houve um massacre químico".
Segundo ele, o relatório vai confirmar algo que já é de conhecimento público. "Os inspetores irão responder a uma pergunta cuja resposta todos nós já sabemos", afirmou Fabius a repórteres. "Mas eles não foram encarregados de investigar a autoria do ataque", argumentou, afirmando ter "evidências" sobre o caso. "Muitas pessoas dizem que é preciso esperar o relatório dos inspetores, mas é possível que este documento seja decepcionante ", concluiu o ministro das Relações Exteriores francês, tentando convencer seus colegas reunidos em Vilnius, após a cúpula do G20 na Rússia, que o responsável por estes ataques é o regime sírio de Bashar al-Assad.