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França e Alemanha pedem novas regras sobre espionagem aos EUA

Presidente do Conselho Europeu disse que outro países podem aderir à ideia

França e Alemanha pedem novas regras sobre espionagem aos EUA
França e Alemanha pedem novas regras sobre espionagem aos EUA Foto : Michel Euler / AFP / CP
França e Alemanha pedirão aos Estados Unidos novas regras sobre as atividades dos serviços secretos depois da avalanche de denúncias de espionagem de governantes e de milhões de cidadãos no mundo.

Os governantes dos dois países, que se reuniram à margem de um encontro de cúpula de dois dias da União Europeia (UE) em Bruxelas, que termina esta sexta-feira, "destacaram a relação estreita entre Europa e Estados Unidos e seu valor", disse o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. "E expressaram a convicção de que a relação deve estar baseada no respeito e confiança, incluindo o trabalho e a cooperação dos serviços secretos", completou.

Mas o presidente francês, François Hollande, promotor da iniciativa ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, exigiu "explicações" ao aliado americano. Hollande disse que as revelações do ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos Edward Snowden sobre as práticas de espionagem de Washington contra aliados poderiam ser "úteis" se resultassem em uma "eficácia maior" dos serviços e mais proteção da vida privada dos cidadãos.

"Agora se apresenta o tema da confiança, buscar a verdade sobre o passado e estabelecer as regras de comportamento para o futuro", disse. A ausência de confiança pode prejudicar a cooperação na luta contra o terrorismo", destacou Van Rompuy, que convidou o restante dos países da União Europeia a aderir à iniciativa.

Segundo Van Rompuy, "França e Alemanha querem buscar um contato bilateral com os EUA para encontrar um compromisso até o fim do ano" sobre as atividades dos serviços secretos. "França e Alemanha comunicaram que têm uma resolução comum. Os 28 estão de acordo sobre o texto", completou, destacando que outros países podem "se unir à iniciativa". Ele garantiu que o Reino Unido está de acordo com o texto.

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