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França realiza primeiro disparo na Líbia

Ataques teriam atingido quatro tanques, conforme TV Al Jazeera

França realiza primeiro disparo na Líbia
França realiza primeiro disparo na Líbia Foto : Marcello Paternostro / AFP
Um avião de combate francês efetuou seu primeiro disparo na Líbia às 16h45min (13h45min de Brasília) deste sábado contra um "veículo indeterminado", anunciou em Paris o Estado Maior das Forças Armadas, depois de ser concluída uma cúpula internacional que definiu o dispositivo militar para frear a ofensiva do líder líbio Muammar Kadhafi. 

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"Abrimos fogo às 17h45min locais (horário da França) contra um veículo indeterminado", informou o porta-voz do exército, coronel Thierry Burckhard, a jornalistas, acrescentando que os militares franceses "tinham certeza que o veículo representava uma ameaça".

A TV Al Jazeera afirmou neste sábado que os ataques já teriam atingido quatro tanques. A ação ocorreu em uma região próxima à cidade de Benghazi. 

A Cúpula

Em Paris, durante a cúpula extraordinária o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que a força aérea francesa já  começado a agir contra as forças do ditador líbio. Aviões franceses sobrevoavam a Líbia para impedir "ataques aéreos"  contra a cidade de Benghazi, reduto da oposição no Leste do país.

A cúpula internacional, que teve a participação de líderes ocidentais e árabes foi aberta neste sábado em Paris para analisar a situação da Líbia, depois da resolução da ONU que autoriza o recurso à força militar contra o regime de Muammar Kadhafi.

Depois de se reunir com os primeiros-ministros canadense, Stephen Harper, e britânico, David Cameron, e com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu, no palácio presidencial, os demais participantes da cúpula.

Entre os 22 líderes está a chanceler alemã, Angela Merkel - cujo país se absteve no voto da resolução da ONU -, o chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, o primeiro-ministro do Qatar, os chanceleres iraquiano, jordaniano e dos Emirados Árabes, assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.


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