O ministério francês da Imigração anunciou nesta quinta-feira a suspensão dos procedimentos de expulsão para o Haiti dos haitianos em situação irregular no país, após um terremoto de 7 graus na escala Richter devastar o país antilhano. O ministro francês da Imigração, Eric Besson, deu instruções nesta quarta-feira para a suspensão imediata dos procedimentos de expulsão de cidadãos haitianos em situação irregular na França para seu país de origem.
O governo do Haiti estima cerca de 100 mil mortes após o país ter sido atingido pelo tremor, na noite da última terça-feira. Entre eles, estão 14 militares brasileiros - 13 deles integravam o Comando do Batalhão Brasileiro, conhecido como Brabatt, e um estava a serviço da Minustah, a missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) - e a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.
Há ainda 12 militares brasileiros feridos – eles devem ser mandados de volta ao Brasil nesta quinta-feira.
Cerca de 70 haitianos feridos em estado grave foram atendidos na base Charles, relata a Agência Brasil. Estas pessoas se recuperam em alojamentos improvisados. As dificuldades de atendimento médico são unanimidade nos relatos sobre a condição do país.
O jornal francês Le Figaro, por exemplo, citou que o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, disse que 60 pessoas feridas serão transferidas ainda nesta manhã para a Martinica para receber tratamento médico.
Do Haiti, a embaixatriz brasileira no país, Roseana Kipman, relatou à Agência Brasil que há ainda 16 padres soterrados. Ela estava ao lado de Zilda Arns, pouco antes do desabamento do prédio que acabou provocando a morte da coordenadora da Pastoral. "Ela estava saindo da escola quando o prédio desabou. Fui pessoalmente pegar o corpo dela", disse Kipman.
França suspende expulsões de haitianos
Governo Sarkozy se solidarizou com a situação do Haiti, após terremoto na terça