O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, anunciou nesta sexta-feira (23) a mobilização de 70.000 policiais e gendarmes para evitar novos durante os protestos sociais previstos para sábado, diante dos "vários chamados nas redes sociais para cometer abusos" e "saques".
As autoridades francesas estão sob pressão para retomar o controle, após as cenas de caos ocorridas na semana passada durante as manifestações contra o aumento do custo de vida. "Constatamos que há muitos chamados provenientes do movimento da extrema esquerda e da extrema esquerda radical", declarou Nuñez durante uma coletiva de imprensa.
Entre os 70.000 membros das forças de segurança mobilizados, o ministro recorreu a "efetivos locais dos diferentes departamentos", mas também a "unidades de elite".
"Vinte veículos blindados Centaure" da gendarmeria e 15 caminhões com canhões de água da polícia serão mobilizados na França.
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A segunda economia da União Europeia viveu no sábado passado um dos episódios de violência urbana mais importantes dos últimos anos, seis meses antes de os franceses escolherem o sucessor do presidente Emmanuel Macron.
"O dispositivo do próximo sábado será maciço", prometeu Lecornu na terça-feira, durante uma sessão tensa no Parlamento em que os deputados exigiram explicações do governo.
Os serviços de inteligência entendem por "extrema esquerda" grupos antifascistas, anarquistas ou anarcoautônomos, aos quais teriam se somado no sábado membros da "extrema esquerda radical", representada por partidos de corte revolucionário. Ao lado destes, "criminosos oportunistas", muitos jovens e oriundos dos subúrbios de Paris, teriam se aproveitado da situação para saquear lojas, segundo as autoridades.