"Tomamos nossa decisão em meados de junho. Levei o tempo necessário porque não queria ser instrumentalizado pela justiça americana", acrescentou. O ex-dirtor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi detido em 14 de maio, em Nova York, e indiciado por agressão sexual e tentativa de estupro de uma camareira de hotel.
Na sexta-feira passada, foi colocado em liberdade da prisão domiciliar depois que a promotoria colocou em dúvida a credibilidade da vítima. Em 16 de maio passado, o advogado de Tristane Banon anunciou que sua cliente tinha pensado em processar o dirigente francês, mas quatro dias depois indicou que esta decisão ficara "reservada para mais tarde".
Tristane Banon assegurou, em fevereiro de 2007, em um programa de televisão que, em 2002, havia sido agredida sexualmente por Strauss-Kahn.
Defesa
Strauss-Kahn indicou que apresentará, por meio de advogados franceses, uma ação na justiça por denúncia caluniosa, anunciaram os defensores Henri Leclerc e Frédérique Baulieu hoje, em um comunicado. O ex-diretor presidente do FMI "tomou conhecimento da intenção de Tristane Banon apresentar uma queixa contra ele" e defende que os fatos que ela menciona são "imaginários", afirma o texto.