O médido Alejandro Aguinaga, que trata o ex-presidente, disse que o pedido será encaminhado após a 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul–Países Árabes (Aspa), que está sendo realizada em Lima. Parentes, amigos e simpatizantes de Fujimori apelam para a concessão de indulto, alegando que o ex-presidente precisa de tratamento médico específico. O argumento que sustenta o pedido é de “razões humanitárias”.
O primeiro-ministro do Peru, Juan Jimenez, disse que os relatórios médicos são considerados essenciais para a decisão de Humala. Ele disse que é “prematuro especular” sobre a decisão que será tomada pelo governo: "(O assunto) será analisado sob o ponto de vista médico". Jimenez negou que o governo sofra pressão da família, dos amigos e simpatizantes de Fujimori.
Jimenez informou que uma comissão vai analisar os documentos apresentados por Fujimori. Advogados e defensores de direitos humanos delimitam que o indulto não deve ser concedido em casos de crimes contra a humanidade, como os de que Fujimori é acusado. Para eles, é necessário apelar para a jurisprudência nacional e até internacional para justificar a concessão.