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A Tokyo Electric Power (Tepco), proprietária e operadora da central Fukushima Daiichi, anunciou que as operações para a retirada de 700 toneladas de água contaminada começaram na terça-feira à noite em uma galeria técnica subterrânea conectada ao reator número dois. O líquido altamente radioativo deve ser transferido a um condensador que, em condições normais de operação, transforma em água o vapor produzido no reator.
O bombeamento deve durar de quatro a cinco dias. A tarefa, muito difícil, se torna ainda mais complicada com os tremores secundários que abalam o Nordeste do Japão. Quase 60 mil toneladas de água inundaram os depósitos, encanamentos e as salas de máquinas de três dos seis reatores da central.
"Fazemos todo o possível para encontrar um meio de nos livrarmos desta grande quantidade de água contaminada por substâncias radioativas, e para limitar as radiações", declarou o presidente da Tepco, Masataka Shimizu, em uma entrevista coletiva.
Os técnicos também retiraram mostras de água da piscina de desativação de combustível do reator 4. "Para retirar uma mostra, fixaram um recipiente no extremo do braço articulado de uma bomba de cimento", explicou uma fonte da empresa.
A operação tem por objetivo conhecer o estado das 1.331 barras de combustível que se encontram na piscina e possibilitar a análise dos meios necessários para extraí-las do local.
Há um mês os técnicos tentam restabelecer a energia elétrica e reparar os circuitos de resfriamento dos quatro reatores danificado pela tsunami del 11 de março.
Nos últimos dias foram registrados três fortes tremores secundários na região, o que interrompeu os trabalhos na central por diversos momentos.