Jean-Claude Mas, de 74 anos, permaneceu impassível no anúncio do veredicto. Também foi condenado a pagar 75 mil euros de multa e a uma proibição definitiva de atuar no setor médico e de dirigir empresas. A promotoria havia pedido contra ele, qualificando-o de "aprendiz de bruxo das próteses", quatro anos de prisão e 100 mil euros de multa.
Quase 50 vítimas estavam presentes no tribunal. No total, 7.113 delas haviam se declarado demandantes, um número menor que a 7.445 anunciadas quando ocorreu o julgamento, em maio, já que algumas das demandas foram indeferidas. Os outros acusados foram condenados a penas menos graves. Claude Couty, que foi ucessivamente diretor geral e presidente da direção da PIP, cumprirá uma pena de três anos de prisão, dois deles condicionais. Hannelore Font, diretora de qualidade, e Loic Gossart, diretor de produção, cumprirão dois anos, um deles condicional. E Thierry Brinon, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, a 18 meses em condicional.
Font, Brinon e Gossart eram acusados de cumplicidade. O advogado de Mas anunciou logo após a divulgação do veredicto que apresentará um recurso de apelação. O escândalo das próteses mamárias PIP foi descoberto em março de 2010. A empresa utilizava um gel de silicone não homologado para uso médico em vez do gel Nusil autorizado e que a empresa declarava utilizar.
O número de portadoras das próteses PIP é estimado em 30 mil na França e em centenas de milhares no mundo, muitas delas latino-americanas.