O escândalo mundial diz respeito a implantes mamários defeituosos de milhares de mulheres em inúmeros países, e se intensificou no mês de dezembro ao revelar que as proteses continham "aditivo para combustíveis".
Apesar de a empresa ter falido em 2010, o empresário admitiu que a firma produziu um gel de silicone que não estava autorizado pelos órgãos responsáveis, mas descartou que apresentasse riscos para a saúde. "Eu sabia que esse gel não era homologado, e o fizemos conscientemente porque o gel da PIP era mais barato e de melhor qualidade", explicou. Mais tarde, foi aberto um processo contra ele por homicídio e ferimentos voluntários.
Danos à saúde
Na França foram registrados pelo menos 20 casos de câncer entre as mulheres portadoras de implantes da PIP (16 delas eram câncer de mama), apesar de, no momento, não se poder estabelecer uma relação de causalidade. De qualquer maneira, as autoridades francesas, assim como em outros países, inclusive o Brasil, recomendaram a extração desses implantes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselhou às mulheres que tenham implantes PIP em todo mundo que consultem seus médicos ante qualquer suspeita de ruptura ou presença de dor. Milhares de queixas foram apresentadas em diversos países contra a empresa PIP.