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Fundador do WikiLeaks permanecerá detido até 14 de dezembro

Julian Assange chegou hoje ao tribunal de Londres, depois de se apresentar à polícia

Fundador do WikiLeaks permanecerá detido até 14 de dezembro
Fundador do WikiLeaks permanecerá detido até 14 de dezembro Foto : AFP
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, permanecerá detido até o próximo dia 14 de dezembro. A decisão foi tomada  nesta terça-feira pelo tribunal inglês de Westminster. Assenge anunciou sua intenção de lutar contra a extradição pedida pela Suécia.

Assange chegou nesta terça-feira ao tribunal de Londres, depois que a Suécia emitiu a nova ordem de prisão na última na sexta. A Justiça sueca quer interrogá-lo "por suspeitas de estupro, agressão sexual e coerção". No dia 20 de agosto, uma mulher disse ter sido vítima de estupro e outra de agressão sexual por parte de Assange.

O advogado britânico do fundador do Wikileaks declarou no domingo que as acusações contra seu cliente pareciam ter "motivações políticas". A intensificação da busca por Assange coincidiu com o vazamento pelo WikiLeaks e cinco grandes jornais do mundo de milhares de documentos diplomáticos confidenciais dos Estados Unidos. As revelações provocaram a revolta do governo norte-americano e de muitos países envolvidos.

EUA comemoram prisão

Os Estados Unidos, que consideram o fundador do WikiLeaks seu inimigo número um, comemoram a informação. "Ainda não haviam me falado, mas parece uma boa notícia", declarou o secretário de Defesa, Robert Gates, ao ser questionado pela imprensa em sua chegada a Fort Connolly, uma base militar americana situada no leste do Afeganistão.

As autoridades norte-americanas ameaçam levar Assange aos tribunais pelo vazamento de documentos comprometedores de sua diplomacia, mas ainda não iniciara nenhuma ação. O advogado britânico de Assange, Mark Stephens, anunciou nos últimos dias a intenção de lutar contra a extradição do cliente.

Stephens teme que uma vez concluído o caso na Suécia, Assange seja enviado aos Estados Unidos, onde a indignação cresce à medida que continuam sendo revelados os documentos comprometedores. O cerco ao fundador do WikiLeaks ganhou força nos últimos dias, com o fechamento dos servidores em vários países e de sua conta bancária pessoal na Suíça.

O WikiLeaks anunciou, no entanto, que dará prosseguimento à divulgação de telegramas diplomáticos confidenciais americanos, apesar da detenção em Londres de Assange. "As ações de hoje (terça-feira) contra nosso editor chefe Julian Assange não afetarão nossas operações: divulgaremos mais telegramas esta noite, como de costume", destacou a conta do WikiLeaks na página de 'microblogs' Twitter.


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