Nas zonas costeiras da Carolina do Norte, milhares de pessoas estavam sem energia elétrica, protegidas em abrigos ou cidades mais afastadas do mar, mas uma grande área do estado sofre com chuvas torrenciais e ventos fortes. Depois da passagem pela região, no sudeste dos Estados Unidos, o furacão seguirá, debilitado mas com ventos de 140 a 150 km/h, para as cidades do nordeste do país, como Washington, Nova Iorque e Boston. O relatório mais recente do NHC recomenda ao Canadá que monitore o furacão, que pode cruzar a fronteira.
Irene ameaça uma zona densamente povoada nos Estados Unidos, na qual moram 65 milhões de pessoas, onde podem ser registradas inundações repentinas, tempestades, cortes de energia e danos estruturais que podem representar prejuízos de até 12 bilhões de dólares, segundo estimativas.
A situação provocou o cancelamento ou adiamento de centenas de voos para a costa leste dos Estados Unidos. O governo de Nova Iorque decidiu fechar os aeroportos do estado. A medida afeta os aeroportos John F. Kennedy, LaGuardia e Newark. Companhias como Iberia, Lufthansa, Air France e British Airways cancelaram voos para Nova Iorque e conexões para Boston e Filadélfia.
Milhares de pessoas se preparavam neste sábado para a iminente passagem do furacão Irene sobre a costa leste dos Estados Unidos e as autoridades americanas ordenaram a inédita saída de 250.000 moradores de Nova Iorque da cidade. O presidente Barack Obama, que aconselhou os americanos a "levar a sério a tormenta", que segundo ele pode ter proporções "históricas", interrompeu as férias em Massachusetts e retornou a Washington na sexta-feira à noite.
O furacão perdeu um pouco de força neste sábado, com ventos de 150 km/h, e passou a ser considerado um fenômeno de categoria um, a menor na escala Saffir-Simpson, que tem cinco níveis. Na categoria um, os ventos vão de 119 a 153 km/h. Devem superar 249 km/h para alcançar a categoria cinco.