O furacão Isaías, rebaixado neste sábado (10) para a categoria ciclone pós-tropical, deixou pelo menos dois mortos e quase um milhão de pessoas sem acesso à energia elétrica após tocar o solo na costa americana do Golfo do México com chuvas intensas e fortes ventos.
Isaías perdeu força depois de tocar o solo na noite de sexta-feira perto da cidade turística de Destin, na Flórida, como um furacão de categoria 2 na escala de Saffir-Simpson (até 5), com ventos máximos sustentados de 165 km/h.
"Isaías enfraqueceu muito rapidamente sobre o Alabama e se transformou em um ciclone pós-tropical", informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) em seu boletim mais recente.
Na Flórida, uma mulher morreu depois que uma árvore caiu sobre sua casa, afirmou em um vídeo no Facebook o xerife do condado de Escambia, Chip Simmons. Além disso, outra pessoa morreu no condado de Jefferson, no Alabama, segundo um funcionário do governo local citado pela imprensa americana.
Na manhã de sábado, quase 900.000 residências e estabelecimentos comerciais estavam sem energia elétrica, incluindo quase 440.000 apenas na Flórida e mais de 310.000 no estado vizinho do Alabama, segundo o site especializado poweroutage.us.
Um jornalista da AFP observou equipes trabalhando para restabelecer a energia elétrica em Pensacola, a 80 quilômetros de Destin.
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O NHC prevê que Isaías se deslocará para o norte e depois para norte-nordeste durante o fim de semana. O fenômeno deve se dissipar gradualmente ao cruzar os vales do Tennessee e de Ohio.
Mas o ciclone ainda pode provocar chuvas fortes na costa noroeste da Flórida, no sul do Alabama e na Geórgia.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, advertiu que os moradores ainda não estão completamente fora de perigo. É "provável" que as águas continuem subindo em algumas áreas, com chuvas previstas para o fim de semana de entre 10 e 20 centímetros, disse em uma entrevista coletiva.
Isaías foi o primeiro furacão da temporada no Atlântico e o primeiro a atingir o território continental dos Estados Unidos desde o fenômeno Milton, em 2024.
A atividade ciclônica no Atlântico, que começa no início de junho e se prolonga até o fim de novembro, está incomumente tranquila este ano devido ao fenômeno climático El Niño.
Ao modificar a circulação atmosférica em larga escala, o El Niño tende a frear os ciclones no Atlântico e a reforçá-los no Pacífico, onde vários furacões se formaram neste ano, entre eles Polo, que atingiu a categoria 5.
Vários estados que fazem fronteira com o Golfo do México, entre eles Flórida e Alabama, declararam estado de emergência e ordenaram a saída de moradores.
O presidente Donald Trump cancelou a viagem prevista para sábado ao Alabama, onde deveria assistir a uma partida de futebol americano.