"A força da Alemanha não é ilimitada", declarou em um discurso no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento, dedicado à próxima cúpula do G20 em Los Cabos, no México. Disse ser consciente de que, "mais uma vez, todos os olhos estarão fixados na Alemanha" nesta reunião na qual a crise da dívida será "o tema central".
Apesar de tudo, Merkel reiterou o compromisso europeu da Alemanha e sua vontade de contribuir com os esforços para reativar o crescimento. A todos aqueles que exigem mais compromisso por parte da Alemanha, eurobônus, "a todos aqueles eu digo: sim, a Alemanha é forte, é o motor da economia e o polo da estabilidade na Europa", e quer colocar esta força e esta estabilidade "a serviço da Europa".
Mas, neste contexto, "todos os pacotes (de ajuda) cairão no vazio se a força da Alemanha for superestimada", advertiu. Assegurou que seu país não se contentará com "soluções fáceis", com a "mediocridade" nas receitas colocadas em funcionamento para enfrentar a crise, e reafirmou sua intenção de lutar por uma união política, a única capaz de impulsionar o crescimento sobre "uma base sólida e honesta".
Conseguir uma Europa unida é uma "tarefa histórica", julgou. Mas a Europa não é a única que precisa fazer esforços, acrescentou a chanceler. "Todos têm que deixar de financiar o crescimento com novas dívidas", disse, dirigindo-se em particular aos Estados Unidos, cujos deficits são, muitas vezes, denunciados pela Alemanha. "A eurozona não pode assumir toda a responsabilidade do crescimento. Todos os sócios devem fazer esforços", disse.