A jovem Melissa Dietrich, de São Leopoldo, contou, em entrevista à Rádio Guaíba, o drama que está vivendo em Águas Calientes, última estação antes de Machu Picchu, no Peru, após as chuvas que atingiram o país e deixaram mais de 2 mil turistas isolados. Segundo ela, a oferta de pão e carne acabou e o preço da água está cinco vezes mais alto. Melissa tem acesso à Internet e postou algumas informações em seu microblog Twitter.
Confira as últimas postagens da jovem:
“Pelo que ficamos sabendo pelo nosso hostel em Cuzco, já há Aviões do Chile, Argentina e EUA em Cuzco. A embaixada do Brasil continua sem ação!”
“Pessoal que puder ajudar, liguem aí do Brasil para o Ministério das Relações Exteriores, para o Itamaraty, para pedir que nos ajudem!”
“Liguem a TV na Record às 14h. Vou dar entrevista para o Balanço Geral!”
“Nenhuma notícia dos brasileiros que tentaram retornar a pé para Cuzco ontem... estamos muito preocupados com eles.”
“E voltou a chover. Choveu a noite inteira e pelo visto continuará.”
A jovem classifica a situação como desesperadora. Há distribuição de alimentos duas vezes por dia, dezenas de idosos estão dormindo em estações de trem e há muitas pessoas sem dinheiro. Melissa contou ainda que dois americanos desceram da trilha que leva às ruínas de Machu Picchu com uma turista alemã em uma maca. Os americanos teriam relatado que há pessoas mortas no centro histórico inca.
A gaúcha disse que o governo peruano também não tem fornecido nenhuma informação aos turistas. “Ontem criamos um grupo e tentamos fazer contato com o prefeito, mas ninguém nos recebeu”, relatou. Melissa disse ainda que, em Águas Calientes, há gaúchos de várias cidades, entre elas Sobradinho, Santa Maria e Bento Gonçalves.
Gaúcha ilhada no Peru fala sobre o drama no Twitter
Oferta de pão e carne acabou na região de Águas Calientes, segundo jovem de São Leopoldo