Um oficial do governo dos EUA disse nesta terça-feira, que o general Stanley McChrystal foi convocado por Washington para se encontrar com o presidente Barack Obama na Casa Branca na quarta-feira "para explicar ao Pentágono e ao comandante em chefe suas citações no artigo", da edição de 8 a 22 de julho da revista americana Rolling Stone. As informações são do jornal New York Times.
O artigo faz um perfil do general e sua equipe e os cita como críticos contundentes de funcionários da gestão de Obama, do embaixador dos EUA no Afeganistão e de autoridades europeias. O gocerno estabelece que McChrystal deve realizar uma teleconferência por mês com a Casa Branca, disse a fonte. Desta vez, porém, ele recebeu ordens retornar para Washington devido ao artigo.
Um dos assessores de McChrystal foi citado referindo-se ao conselheiro de segurança nacional, James L. Jones, como um "palhaço", de acordo com informações do jornal The New York Times.
Um alto oficial da administração americana disse que Obama ficou furioso com o artigo, particularmente com a sugestão de que ele não estava interessado e preparado para discutir a guerra depois que ele assumiu. O oficial disse que Biden, que também foi criticado, atenderá a reunião na quarta com o presidente.
O artigo cita assessores dizendo que McChrystal estava "muito desapontado" por uma reunião no Salão Oval com Obama, e que ele achou o presidente "desconfortável e intimidado" durante uma reunião com o Pentágono e outros generais.
O artigo não mostra nenhuma diferença política séria com Obama, que escolheu o general McChrystal para comandar um grande envio de tropas e material, com esperança de reverter a situação que se encontra deteriorada no país.
Ainda assim, o artigo parece destinado a levantar questões sobre o julgamento de McChrystal, e acender o debate sobre a sabedoria da estratégia de Obama, em um momento em que a violência no país está crescendo rapidamente.
Em um comunicado, McChrystal se desculpou por suas observações."Eu estendo as minhas mais sinceras desculpas por esse perfil", ele disse. "Foi um erro refletindo pouco julgamento e nunca deveria ter acontecido. Durante minha carreira, eu vivi pelos princípios da honra pessoal e integridade profissional. O que está refletido neste artigo está longe desses parâmetros" continuou.
McChrystal encerra o comunicado mostrando seu apreço à administração e se retratando pelo erro. "Eu tenho um grande respeito e admiração pelo presidente Obama e sua equipe de segurança nacional, e pelos líderes civis e tropas que lutam nesta guerra e eu continuo compromissado com seu sucesso".
General McChrystal é convocado a esclarecer críticas aos EUA em artigo
Publicação coloca oficial como crítico contundente da gestão Obama