O governo golpista de Honduras informou na sexta-feira, por meio de um comunicado, que não determinará toque de recolher antes ou durante as eleições. O país está sendo dirigido por um conselho de ministros desde que o presidente golpista Roberto Micheletti saiu de licença temporária no último dia 25.
Segundo o comunicado, não há necessidade de toque de recolher, porque que Honduras vive um momento de tranquilidade e paz. Mas não é isso que se observa no segundo país mais pobre da América Central e um dos campeões em mortalidade infantil na América Latina. Desde o golpe de Estado que derrubou o presidente Manual Zelaya, em 28 de junho passado, quase todos os dias são registradas em Honduras explosões de bombas e prisões ilegais de dirigentes da resistência.
Zelaya voltou clandestinamente ao país no dia 21 de setembro e se abrigou com a família e assessores na Embaixada do Brasil.
A resistência está convocando a população a não votar e ficar em casa no domingo para evitar enfrentamentos. O governo golpista disse que espera a presença de pelo menos 300 observadores internacionais para acompanhar as eleições.
Golpistas descartam toque de recolher durante eleições em Honduras
Resistência está convocando a população a não votar e ficar em casa no domingo para evitar enfrentamentos