Ele respondeu assim a um pedido feito na quinta-feira pela mesma via por Vitaly Tretyakov, um que foi chefe de redação influente na época da Perestroika, para que ele se dirija à chanceler alemã Angela Merkel e peça "para que não perturbe a reunificação pacífica da Crimeia e de Sebastopol à Rússia".
"Estou surpreso por você não saber a minha posição sobre os acontecimentos na Ucrânia", respondeu Mikhail Gorbatchev. "O presidente russo (Vladimir Putin) está em contato quase diário com outros chefes de Estado, inclusive com Merkel", ressaltou, acrescentando não querer "se intrometer".
"Eu aconselho a você refletir a verdadeira origem dos acontecimentos atuais. Eu a vejo na interrupção da perestroika, na dissolução sem sentido da União Soviética", em 1991, acrescentou.