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Governador venezuelano diz que fechamento de fronteira reduziu criminalidade

Mais de quatro mil colombianos deixaram a Venezuela após medida

O governador do estado venezuelano de Táchira, José Vielma Mora, afirmou neste domingo que, desde o fechamento da fronteira com a Colômbia, o índice de criminalidade baixou “praticamente a zero”. “O balanço é extraordinário”, disse.

Depois que a fronteira foi fechada há 11 dias, houve “um único homicídio, nenhum na fronteira, um único ferido, um veículo e duas motos roubadas, ou seja, o índice de criminalidade caiu”, especificou durante uma inspeção aérea da região onde foi declarado estado de exceção.

Na última segunda-feira, o governo venezuelano publicou um decreto oficializando o estado de emergência em seis municípios fronteiriços com a Colômbia, justificando a medida com o combate aos grupos paramilitares, ao narcotráfico e ao contrabando.

O decreto do presidente Nicolás Maduro suspendeu por 60 dias, prorrogáveis, garantias constitucionais nos municípios de Bolívar, Pedro María Ureña, Junín, Capacho Nuevo, Capacho Viejo e Rafael Urdaneta, do Estado de Táchira.

No texto do decreto é explicado que a medida surge devido "à presença de circunstâncias criminosas e violentas vinculadas a fenômenos como grupos paramilitares, o narcotráfico e o contrabando", ações "que rompem o equilíbrio do direito internacional, a convivência pública cotidiana e a paz", provocando "violência contra cidadãos e funcionários venezuelanos no exercício das suas funções públicas".

A Venezuela fechou hoje as fronteiras dos municípios de Lobatera, Ayacucho, Garcia de Hevia e Panamericano, no estado venezuelano de Táchira, a sudoeste de Caracas, ao mesmo tempo que reforçou a presença de militares na área.

Desde o fechamento da fronteira, mais de 1.000 colombianos foram repatriados e outros 4.260 abandonaram a Venezuela.