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Governo autorizou polícia a disparar contra manifestantes no Egito

Pelo menos 525 pessoas morreram nos conflitos pelo país

Trator limpa destroços em praça do Egito
Trator limpa destroços em praça do Egito Foto : Mahamoud Khaled / AFP / CP
O ministério do Interior egípcio anunciou nesta quinta que a polícia foi autorizada a disparar contra os manifestantes que atacarem bens públicos ou as forças de segurança. A declaração acontece depois que manifestantes islamitas abriram fogo contra um prédio público na província do Cairo, em protesto pela violenta repressão do governo aos partidários do presidente destituído Mohamed Mursi.

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Pelo menos 525 pessoas - entre elas 482 civis - morreram nos conflitos dessa quarta. Segundo números do ministério da Saúde, 202 pessoas pereceram na praça Rabaa al-Adawiya, onde os partidários de Mursi acampavam desde 3 de julho, dia do golpe de Estado que derrubou Mursi.

Obama condena violência

O presidente norte-americano Barack Obama condenou energicamente a violência no Egito e anunciou o fim dos exercícios conjuntos entre este país e os Estados Unidos. Ele alertou que o país africano está indo por um "caminho muito perigoso", mas não suspendeu a ajuda militar anual de seu país no valor de US$ 1,3 bilhão. Também não hesitou em pedir que as autoridades egípcias, instaladas no poder pelo exército, levantem o estado de emergência e permitam protestos pacíficos.

"Embora desejemos manter o nosso relacionamento com o Egito, a nossa cooperação tradicional não pode continuar como de costume quando os civis estão sendo mortos nas ruas e os direitos estão sendo suspensos", disse a jornalistas em sua casa de férias de Martha's Vineyard.

Obama afirmou que os Estados Unidos informaram ao Egito que estavam suspendendo os exercícios militares Bright Star, realizados a cada dois anos desde 1981. Estes exercícios também foram cancelados em 2011, quando o Egito estava no auge da revolta que derrubou seu ex-ditador Hosni Mubarak, um aliado próximo dos norte-americanos.


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