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Governo brasileiro saúda retirada de Cuba da lista de terrorismo dos EUA

Itamaraty avaliou situação com “ato de reparação e justiça”

Lula pedia que EUA revisse situação com cubanos
Lula pedia que EUA revisse situação com cubanos Foto : Ricardo Stuckert / PR / Divulgação CP

O governo brasileiro deu boas-vindas, nesta terça-feira, à retirada de Cuba da lista dos Estados Unidos de países patrocinadores do terrorismo. A diplomacia do Brasil ressaltou que a decisão de Washington constitui um 'ato de reparação e de restabelecimento da justiça'.

"O governo brasileiro recebeu, com grande satisfação, a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar sua designação unilateral de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota. “Muito embora parciais e limitadas, as medidas de alívio adotadas pelos Estados Unidos vão no sentido correto e constituem ato de reparação e de restabelecimento da justiça e do direito internacional", acrescentou.

O presidente em fim de mandato dos Estados Unidos, Joe Biden, decidiu retirar Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo. Por sua vez, Havana informou que vai libertar 553 presos 'por crimes diversos' após esse anúncio.

Biden também suspenderá a capacidade dos americanos para reivindicar propriedades expropriadas em Cuba e rescindirá um memorando com uma lista de entidades cubanas que estão proibidas de realizar algumas transações financeiras. As decisões do democrata chegam dias antes da volta do republicano Donald Trump à Casa Branca, em 20 de janeiro.

Há anos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede que os Estados Unidos suavizem sua política de sanções sobre Cuba. O Itamaraty disse na nota que o Brasil tem denunciado a 'injusta e injustificada' inclusão da ilha na lista de patrocinadores do terrorismo 'quando é de amplo conhecimento que Cuba colabora ativamente para a promoção da paz, do diálogo e da integração regional'.

Ele expressou seu desejo de que as novas medidas apontem para um 'padrão de relacionamento construtivo entre Cuba e Estados Unidos'. Por mais de seis décadas, Washington impõe a Cuba um embargo comercial, que Trump endureceu em seu primeiro mandato (2017-2021), ao voltar a incluir a ilha na lista de patrocinadores do terrorismo, uma medida que cria obstáculos às transações e aos investimentos externos porque as empresas ficam expostas a sanções americanas.