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Governo britânico descarta segundo referendo sobre o Brexit

Resposta para uma petição destaca "o exercício democrático mais importante da história britânica"

Milhares protestam contra saída do Reino Unido da UE
Milhares protestam contra saída do Reino Unido da UE Foto : Niklas Hallen´n / AFP / CP
O governo britânico respondeu neste sábado a mais de quatro milhões de cidadãos que assinaram uma petição para solicitar um segundo referendo após a votação de 23 de junho, com a indicação de que não acontecerá um segundo plebiscito. Cada signatário da petição recebeu um e-mail do Foreign Office (ministério das Relações Exteriores), que afirma que "o governo responde à petição assinada".

A petição solicitava "ao governo aplicar uma regra segundo a qual se a votação de permanência ou saída (da UE) for baseada em menos de 60% dos eleitores, com um índice de participação inferior a 75%, então outro referendo deve ser convocado". A reposta do governo afirma: "Como disse claramente o primeiro-ministro em sua declaração na Câmara dos Comuns em 27 de junho, o referendo foi o exercício democrático mais importante da história britânica, com mais de 33 milhões de pessoas que se pronunciaram".

"O primeiro-ministro e o governo afirmaram claramente que se tratava de uma votação única para uma geração e (...) que a decisão deveria ser respeitada. Agora devemos preparar o processo de saída da UE e o governo está determinado a garantir o melhor resultado possível para o povo nas negociações", conclui a mensagem. No dia 23 de junho, 17,4 milhões de britânicos votaram a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (51,9%), contra 16,1 milhões que votaram pela permanência no bloco. O índice de participação foi de 72,2%.

A votação provocou a renúncia do primeiro-ministro David Cameron, cujo sucessor será designado em 9 de setembro por membros do Partido Conservador entre a secretária de Estado, Andrea Leadsom, e a ministra do Interior, Theresa May. A nova primeira-ministra britânica terá a responsabilidade de ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que determina o procedimento a seguir em caso de saída da UE, com um prazo de dois anos para a conclusão do processo.