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Governo chileno atualiza para 711 o número de mortos no terremoto

Áreas mais atingidas estão sob toque de recolher, para frear saques ao comércio

Para frear os saques, governo decretou estado de exceção de catástrofe e toque de recolher
Para frear os saques, governo decretou estado de exceção de catástrofe e toque de recolher Foto : Ivan Zapata / AFP
O número oficial de mortos em decorrência do terremoto que atingiu o Chile na madrugada de sábado subiu para 711. Segundo o governo chileno, a estimativa ainda pode aumentar. No domingo, enquanto equipes de resgate procuravam por sobreviventes e autoridades avaliavam os danos, milhares de pessoas efetuavam saques ao comércio, procurando por alimentos.

O tremor de 8,8 na escala Richter danificou 1,5 milhão de casas e desabrigou mais de 2 milhões de pessoas. O caos generalizado fez com que a presidente Michelle Bachelet decretasse estado de exceção de catástrofe e toque de recolher nas regiões de Maule e Concepción, as mais devastadas pelo terremoto.

Para frear o saques, Bachelet nomeou o general Guillermo Ramírez como responsável pela segurança em Concepción. Resignados, para evitar mais mortes, a policia não reprimiu as saqueadores, dos quais faziam parte também mulheres idosas e crianças. Os policiais somente intercediam para evitar brigas entre eles. Os comerciantes, angustiados, reclamavam da falta de ação das forças de segurança. Gás lacrimogêneo e jatos d'água foram usados el alguns locais para dispersar a multidão. Mais de 400 pessoas saquearam dois postos de gasolina na cidade.

A prefeita de Concepción, Jacqueline van Rysselberghe, disse que a situação na cidade estava "fora de controle". "Precisamos do Exército", disse a prefeita. "Não podemos deixar que as pessoas defendam suas posses porque assim a lei do mais forte prevalecerá."

Após reunião no Palácio de La Moneda, em Santiago, com o ministro da Fazenda, Andrés Velasco, donos de redes de supermercado de todo o país pediram calma à população, afirmando que o abastecimento de alimentos está garantido para todos. Bachelet também anunciou um acordo com os supermercadistas das zonas afetadas para distribuir gêneros de primeira necessidade de forma gratuita e ordenada. A medida tem como objetivo pôr fim aos saques.