O tema agrário será o primeiro discutido nessas negociações, afirmou o representante de Cuba. O assunto começará a ser tratado em 15 de novembro. O negociador das Farc, Iván Márquez, declarou que sem justiça social, a paz seria "semear quimeras" para o futuro da Colômbia.
"Uma paz que não aborde a solução dos problemas políticos e sociais (...) equivaleria a semar quimeras no solo da Colômbia", declarou Márquez depois do anúncio formal do início da quarta tentativa em 30 anos de acabar o conflito que já deixou milhares de mortos.
Já o chefe da delegação de governo colombiano, Humberto de la Calle, disse que não haverá cessar-fogo até o final da negociação com as Farc. Segundo ele, os guerrilheiros até agora cumpriram rigorosamente com seus compromissos. "O governo também fez isso, apesar das diversas complexidades logísticas superadas de maneira eficiente com a ajuda dos países avalistas", afirmou Humberto de la Calle, referindo-se à Suécia e Cuba.