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Governo confirma 149 mortes e decreta toque de recolher no Egito

Nobel da Paz, El Baradei renunciou ao cargo de vice-presidente

Violência deixou 149 mortos no Egito
Violência deixou 149 mortos no Egito Foto : Mosaab El-Shamy / AFP / CP
As operações da polícia e do exército para dispersar os partidários do presidente islamita destituído Mohamed Mursi deixaram nesta quarta-feira 149 mortos no Egito, informou o ministério da Saúde. Em virtude a violência no país, o governo decretou um toque de recolher no Cairo e em outras 11 províncias. A medida será aplicada a partir das 19h locais (14h de Brasília) até as 6h (1h), indicou o porta-voz do governo, em uma mensagem difundida pela tv estatal. A disposicçãon inclui as províncias do Cairo, Gizé, Alexandria, Beni Sueif, Menya, Asiut, Sohag, Beheira, Sinai do Norte e do Sul e Suez.

Centenas de partidários do presidente destituído Mohamed Mursi deixaram a praça de Rabaa al-Adawiya, último reduto dos manifestantes no Cairo, sob a vigilância de policiais armados, segundo imagens ao vivo da televisão pública. Um alto dirigente do governo confirmou que as forças de segurança receberam ordens de deixar que os manifestantes se retirassem. Os mais irredutíveis se colocaram atrás de barricadas e tentam resistir à retirada.

ElBaradei pede demissão

Mais cedo, o vice-presidente egípcio, o Prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, anunciou que apresentou sua demissão ao presidente interino do país, depois da violenta operação para dispersar os manifestantes pró-Mohamed Mursi. "Para mim é dificil continuar a assumir a responsabilidade de tomar decisões com as quais não estou de acordo", escreveu na carta. ElBaradei deplorou o número de mortos na operação, principalmente porque "isso poderia ter sido evitado". "Infelizmente, quem vai ganhar com o que aconteceu hoje são os grupos extremistas que querem a violência e o terror", acrescentou.

Os Estados Unidos condenaram energicamente a violência contra os manifsetantes no Egito e criticaram a imposição de um estado de emergência no país, afirmou a Casa Branca. O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, pediu que os militares egípcios mostrem moderação na operação de dispersão dos partidários do presidente destituído Mohamed Mursi.


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