Centenas de partidários do presidente destituído Mohamed Mursi deixaram a praça de Rabaa al-Adawiya, último reduto dos manifestantes no Cairo, sob a vigilância de policiais armados, segundo imagens ao vivo da televisão pública. Um alto dirigente do governo confirmou que as forças de segurança receberam ordens de deixar que os manifestantes se retirassem. Os mais irredutíveis se colocaram atrás de barricadas e tentam resistir à retirada.
ElBaradei pede demissão
Mais cedo, o vice-presidente egípcio, o Prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, anunciou que apresentou sua demissão ao presidente interino do país, depois da violenta operação para dispersar os manifestantes pró-Mohamed Mursi. "Para mim é dificil continuar a assumir a responsabilidade de tomar decisões com as quais não estou de acordo", escreveu na carta. ElBaradei deplorou o número de mortos na operação, principalmente porque "isso poderia ter sido evitado". "Infelizmente, quem vai ganhar com o que aconteceu hoje são os grupos extremistas que querem a violência e o terror", acrescentou.
Os Estados Unidos condenaram energicamente a violência contra os manifsetantes no Egito e criticaram a imposição de um estado de emergência no país, afirmou a Casa Branca. O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, pediu que os militares egípcios mostrem moderação na operação de dispersão dos partidários do presidente destituído Mohamed Mursi.