"Terrorismo é uma filosofia de covardes. Vamos puní-los por seus crimes hediondos. Peço aos quenianos que mantenham a calma. Eu perdi membros próximos da família", declarou Kenyatta.
A milícia islâmica somali "Shebab", ligada à Al-Qaeda, reivindicou o ataque. "Os mujahedines entraram ao meio-dia de hoje no Westgate", o shopping onde ocorreu o massacre, diz uma mensagem no Twitter postada por volta das 18h (15h Brasília). "Eles mataram mais de 100 infiéis quenianos e a batalha prossegue", afirma.
Segundo o departamento americano de Estado, cidadãos dos Estados Unidos foram feridos no atentado. A embaixada de Washington no Quênia foi acionada e está "em contato com as autoridades locais". "Condenamos este atentado desmedido no qual homens, mulheres e crianças inocentes foram mortos ou feridos". O departamento de Estado "segue de perto" a evolução da situação em Nairóbi.
O local
Muito movimentado nos fins de semana, o shopping é citado regularmente como possível alvo de grupos relacionados à Al-Qaeda, como os insurgentes somalis shebab. Este tipo de ataque é algo que nunca havia ocorrido na capital queniana e pode ser o atentado mais sangrento desde o ataque suicida da Al-Qaeda de 1998, que teve como alvo em agosto daquele ano a embaixada americana em Nairóbi e que deixou mais de 200 mortos.
O Westgate Mall é um labirinto de lojas de todo o tipo, onde é muito fácil se esconder. Segundo uma testemunha, os criminosos executaram clientes. O centro comercial, aberto em 2007 e próximo à sede local das Nações Unidas, tem restaurantes, cafés, bancos, um grande supermercado e várias salas de cinema que atraem milhares de pessoas todos os dias.