O governo cubano pagará diárias às pessoas que assistirem as missas, recepções e outras atividades durante a visita do Papa Francisco à ilha, segundo uma disposição oficial publicada nesta quarta-feira. "Os trabalhadores que participarem destas atividades cessam seus trabalhos e recebem o salário básico que corresponde ao tempo do dia de trabalho no qual acompanham estes eventos", informou uma resolução da ministra do Trabalho, Margarita González. A economia cubana é basicamente estatal e dos cerca de cinco milhões de trabalhadores ativos, apenas meio milhão trabalha de forma privada.
• Vaticano não descarta reunião histórica entre o papa e Fidel
• Francisco é papa mais popular em Cuba, diz arcebispo de Havana
O texto, publicado no Diário Oficial, dispõe que "os chefes das entidades nas cidades de Havana, Holguín, Santiago de Cuba e dos municípios próximos a estes territórios facilitem a participação organizada de seus trabalhadores na recepção, nas missas, atividades públicas e despedida, programadas por ocasião da visita do Sumo Pontífice".
O Papa Francisco chegará no sábado a Cuba para uma estadia de quatro dias, que forma parte de uma viagem que inclui os Estados Unidos. Francisco, que fez a mediação que levou ao restabelecimento de relações entre os dois países após 50 anos de inimizade, visitará Havana, Santiago de Cuba e Holguín. Um editorial do jornal oficial Granma disse na terça-feira que Francisco será recebido com "respeito, afeto e hospitalidade" na ilha.
Governo cubano pagará para pessoas participarem de atos do Papa
Trabalhadores receberão salário corresponde a um dia de serviço