No total do país, a Frente para a Vitória (FPV), partido de Kirchner, foi o mais votado com 5,9 milhões de votos, ou seja, 26,31%. Na eleição presidencial de 2011, a presidente havia sido reeleita com 54%. Na Argentina "três em cada quatro pessoas votaram na oposição, embora esta esteja muito dividida", ressaltou Fraga. A derrota mais dura foi na província de Buenos Aires, a principal do país, onde a opositora Frente Renovadora obteve 35,05% contra 29,65% da lista de deputados de Kirchner.
O prefeito de Tigre, Sergio Massa, ex-chefe de gabinete de Cristina Kirchner que passou para a oposição, venceu Martín Insarraulde, prefeito de Lomas de Zamora, que liderou a lista de pré-candidatos governistas neste histórico reduto peronista. Diferentes forças da oposição foram as mais votadas nos importantes distritos de Córdoba (segundo maior), Santa Fe (terceiro) e Capital Federal (quarto).
Esses três distritos, mais a província de Buenos Aires, reúnem 62,7% dos eleitores da Argentina. Nas eleições legislativas de 27 de outubro serão renovados a metade da Câmara de Deputados e um terço do Senado. Jorge Giacobbe, da consultoria Giacobbe y Asociados, que previu a derrota governista, afirmou que em outubro a derrota do governo será muito pior do que agora. "Não tenho dúvidas de que muitas pessoas vão deixar (o kirchnerismo). É um fim de ciclo do governo", frisou.