"O uso desses elementos faz parte do projeto como um agravante para aqueles que estiverem recorrendo à violência. Um dos agravantes é esse tema de esconder a identidade", disse o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, em entrevista coletiva. Ele destacou que o governo colombiano está seguindo o exemplo do Chile, onde esconder o rosto para cometer vandalismo seria um agravante para o acusado.
A medida foi anunciada após uma onda de protestos no campo, iniciada em 19 de agosto e que terminou em bloqueios de estrada e confrontos com a polícia. Pelo menos quatro pessoas morreram, e dezenas ficaram feridas, ou foram detidas. Depois desses episódios, o governo ofereceu recompensas por várias pessoas identificadas como integrantes do "cartel dos vândalos".
Pinzón não detalhou as penas para os encapuzados. Ele garantiu que as autoridades detectaram, nos protestos sociais, "pessoas que se dedicam a se infiltrar e a promover a violência, motivo pelo qual escondem sua identidade e enganam as autoridades e até mesmos manifestantes". "O projeto dá ferramentas para que as autoridades judiciais possam antecipar esse tipo de comportamento", acrescentou.
A proposta faz parte de um projeto que prevê o endurecimento das sanções à violência durante os bloqueios de estradas, a venda de drogas a menores, extorsão, tráfico de combustível e mineração, envolvendo grupos criminosos.