Os comentários foram feitos no início de um recesso nas negociações até 11 de março. Segundo De la Calle, o consenso em torno dos acordos rurais é um dos objetivos centrais do governo. Ele enfatizou que o diálogo está num momento-chave, durante o qual são esperados resultados.
"Estes acordos no tema agrário nos permitirão continuar com a discussão sobre outros temas da agenda", alegou. De la Calle destacou que "com as Farc passamos da fase de aproximação para a de acordos em torno do processo do desenvolvimento rural profundo, algo que faz parte dos propósitos centrais do governo".
"Em particular, avançamos na elaboração de programas e instrumentos de recuperação de terras em mãos ilegais e acesso por parte de pequenos agricultores que carecem delas ou as possuem de maneira insuficiente", explicou. "Também abordamos a necessidade de se atualizar o cadastro rural e de se criar incentivos para uma melhor utilização do solo".
De la Calle reafirmou, no entanto, que o Exército e a Polícia manterão suas operações contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A guerrilha propôs ao governo do presidente Juan Manuel Santos um cessar-fogo bilateral de dois meses, a partir de 20 de janeiro. "Isto é duro, sabemos que alguns se confundem, mas manter as operações (militares) é um sinal de fortaleza do Estado, e não de debilidade", destacou.
O chefe da delegação das Farc, Iván Márquez, estimou que o "ciclo de negociações terminou com progressos que traduzem bem a nossa vontade de paz". Márquez disse que "jamais o processo de paz avançou tanto" na Colômbia".