Apesar das manifestações e protestos contra Gbagob, espalhados por todo o país, as imagens dele e de sua mulher Simone, vencidos e humilhados, despertaram sentimentos de compaixão até mesmo nos que lutaram por sua derrubada. "Dá pena", foi a expressão mais ouvida na capital econômica, Abidjan.
A visão de um Laurent Gbagbo suado, de um velho que precisou de ajuda para vestir uma camisa, rodeado por soldado em um quarto do Golf Hotel, evidenciaram mais que a queda de um regime, foi a humilhação de uma família. "É uma sensação de vergonha para nosso país ver em que estado se encontra um presidente da República", declarou Pascal Affi N'Guessan, chefe do partido Frente Popular Marfinense, que apoiava Gbagbo.
Mas inclusive no campo dos vencedores a tristeza competia com a inquietação. "Não era necessário terminar assim", afirmou um simpatizante de Ouattara, que não pôde evitar o choro diante do "espetáculo desnecessário".