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"Milícias armadas começaram a atirar há alguns minutos (contra as forças líbias) na cidade de Magrun e o ataque continua", disse Kaaim à imprensa em Trípoli. "O Exército não reage contra eles porque não queremos violar o cessar-fogo" anunciado nesta sexta-feira por Trípoli, observando a resolução do Conselho de Segurança. "Por esta razão, observadores internacionais devem vir o mais cedo possível, senão acusações e versões não se deterão", concluiu Kaaim.
Em meio às informações conflituosas, o embaixador francês nas Nações Unidas, Gerard Araud, declarou nesta sexta-feira que a intervenção militar na Líbia deve começar "horas após" a reunião internacional em Paris, neste sábado. "Acredito que será um bom momento para enviar um último aviso", frisou Araud. "Estados Unidos, Grã-Bretanha e França lançaram um ultimato sobre o cessar-fogo e fixamos as condições. Por isto, acredito que a cúpula, nas próximas horas, deflagará uma intervenção militar", projetou o embaixador.
Mais cedo, a embaixadora americana nas Nações Unidas, Susan Rice, afirmou que as forças do coronel Kadhafi seguem violando o cessar-fogo imposto pela ONU. Ela lembrou que o Conselho de Segurança autorizou o emprego "de todas as medidas necessárias" para proteger os civis, incluindo o uso da força.