Esse anúncio acontece no momento em que o regime enfrenta uma onda de protestos, com manifestações em várias cidades do país, alinhada com as revoltas nos países do mundo árabe. Cento e trinta pessoas morreram nas manifestações, segundo os opositores do regime. O governo afirma que 30 teriam perdido a vida durante os protestos.
Após duas semanas de manifestações contra Bashar al-Assad, milhares de pessoas seguiam nesta terça-feira para uma grande praça de Damasco para participar em uma manifestação de apoio ao presidente.
"Por nosso sangue, por nossa alma, nos sacrificaremos por ti Bashar", gritavam os manifestantes que seguiam para a praça Sabaa Bahrat, diante do Banco Central, onde foi colocado um enorme retrato do chefe de Estado. A Síria é um país de várias religiões e etnias, com maioria sunita e minorias alauita, que controla o poder, cristã e curda.