Saadi, de 38 anos, é um atleta com ares de playboy que abandonou em 2004 a carreira de jogador de futebol pelo Exército, onde liderou uma unidade de elite. Na última sexta, um comboio com "12 veículos" transportando pessoas ligadas a Kadhafi, chegou a Agadez, capital regional do norte de Níger, escoltado por militares nigerinos. Na quinta, três generais líbios fiéis a Kadhafi chegaram à cidade.
Segundo o governo de Níger, os militares em questão eram o general Al-Rifi Ali al-Sharif, chefe da Aeronátutica líbia antes da queda do regime, o general Ali Khana, chefe da guarda de Kadhafi e das forças líbias de Obari, sul da Líbia, 200 km ao norte de Níger, e o general Mahammed Abydalkarem, comandante da região militar de Murzuk, no extremo sul da Líbia.
No dia 31 de agosto, Saadi se disse preparado para se render para "parar com o derramamento de sangue" na Líbia, e a rebelião, que tomou o poder depois, havia afirmado então que, nesse caso, sua segurança seria respeitada.