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"Governo de unidade nacional é possível", diz ministro da Tunísia

Presidente se comprometeu a deixar o poder ao fim de seu mandato

Na cidade de Hammameto, na quinta-feira, uma delegacia foi destruída, assim como a sede do partido do presidente
Na cidade de Hammameto, na quinta-feira, uma delegacia foi destruída, assim como a sede do partido do presidente Foto : Clotilde Gourlet / AFP
O ministro de Relações Exteriores tunisiano, Kamel Morjane, afirmou nesta sexta-feira que um governo de unidade nacional em seu país "é possível" e "até seria normal". Apesar das dezenas de manifestantes que marcharam em Túnis, capital da Tunísia, as forças de segurança não eram visíveis nesta manhã, um dia depois do discurso do presidente Zine El Abidine ben Ali, em um mês de manifestações sangrentas no país.

A cidade começou a recuperar o aspecto de normalidade, com a reabertura das lojas e dos cafés e com a habitual circulação de veículos. Na noite de quinta-feira, o presidente se comprometeu a deixar o poder ao fim de seu mandato, em 2014, e ordenou que não se efetuem disparos contra os manifestantes, esperando acalmar um movimento de protesto sem precedentes. Diversas pessoas comemoraram em frente ao Ministério do Interior a manifestação do presidente.

O discurso foi bem acolhido pelos diferentes componentes da oposição que tem sido perseguida durante os 23 anos de Ben Ali no poder. Os escassos jornais que apareceram na capital saudaram o discurso do presidente.

Na cidade de Hammameto, na quinta-feira, uma delegacia foi destruída, assim como a sede do partido do presidente. A violência irrompeu depois de uma passeata pacífica até a cidade litorânea na sequência do funeral de um recepcionista de um hotel local, que foi baleado.
 

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