O ministro da Fazenda do Chile, Andrés Velasco, afirmou neste sábado que não faltarão recursos para reconstruir o país. Entretanto, ele evitou citar números ou cifras. O governo chileno dispõe do Fundo Soberano, que reúne cerca de US$ 18 bilhões, e faz campanha para arrecadar mais US$ 30 milhões. Segundo Velasco, as vítimas não ficarão sem ajuda ou apoio.
Velasco passou o dia em visitas a Concepción - segunda maior cidade do Chile e uma das mais atingidas pelos terremotos - e outras cidades afetadas pelos abalos de terra e tsunamis. Por determinação da presidente chilena, Michelle Bachelet, todos os ministros estão envolvidos nas ações de reconstrução e apoio às vítimas.
A pedido de Bachelet, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve liberar cerca de US$ 10 milhões para as vítimas. Segundo a presidente, 35 países e 16 entidades não governamentais também colaborarão com os chilenos.
Como medidas emergenciais, o governo instalou hospitais de campanha nas regiões atingidas – Sul e Centro do Chile -, centrais de distribuição de alimentos para cerca de 250 mil pessoas que podem se servir até três vezes por dia, e providenciou a doação de água. Também há um esforço público para reorganizar os sistemas de abastecimento de energia e telefonia.
No entanto, moradores que ficarão desabrigados reclamam da demora na ajuda governamental. O cálculo é que cerca de 2 milhões de chilenos tenham sido atingidos pelos tremores e tsunamis. Pelo menos 279 morreram. Ondas de saques estouraram em todo país. Para conter a violência, o governo decretou toque de recolher nas áreas consideradas mais críticas.
Governo do Chile garante que não faltará dinheiro para ajudar as vítimas
Ministro da Fazenda afirma que haverá recursos para reconstituir o país