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Governo do Egito anuncia morte de Hosni Mubarak

Médico afirma que ex-ditador egípcio está em coma com água nos pulmões

Hosni Mubarak não resistiu a um AVC na prisão
Hosni Mubarak não resistiu a um AVC na prisão Foto : AFP / CP
Depois de ter a morte anunciada pela imprensa oficial, um médico relatou que o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak está "em coma". A agência oficial Mena havia anunciado anteriormente que o ex-presidente estava "clinicamente morto" após a sua chegada ao hospital militar de Maadi, no subúrbio do Cairo, a alguns quilômetros da prisão de Tora, onde estava detido desde a sua condenação à prisão perpétua há pouco mais de duas semanas.

O estado de saúde de Mubarak piorou depois que ele chegou à penitenciária, na qual foi colocado na área hospitalar. Para os especialistas, ele sofria de depressão aguda, além de ter dificuldades respiratórias e hipertensão. Ele sofreu duas paradas cardíacas na semana passada. Nesta terça, ele não resistiu a uma nova desfibrilação, agravada pelo derrame.

O declínio da saúde do ditador coincide com o fim das eleições presidenciais, as primeiras democráticas após seu regime. O processo político no país, contudo, segue conturbado com uma junta militar mantendo o poder apesar da vitória da maioria islâmica no pleito.

A praça Tahir foi invadida por milhares de manifestantes após o anúncio de que Mubarak estava em condição gravíssima. O local foi uma espécie de símbolo dos protestos para derrubada do regime ditatorial egípcio. Diversas manifestações pacíficas foram realizadas antes do confronto eclodir, em novembro do ano passado. Em poucas horas virou uma praça de guerra e pelo menos 20 pessoas morreram. Apesar da repressão militar, Mubarak acabou renunciando.

O ex-chefe de Estado foi condenado à prisão perpétua pela repressão da revolta contra seu regime em 2011, que deixou cerca de 850 mortos. O tribunal não o acusou de ter uma responsabilidade direta, e sim de não ter tomado as iniciativas necessárias para impedir essas mortes. As acusações de corrupção contra ele e seus dois filhos Gamal e Alaa não foram consideradas.


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