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Governo do Egito confirma um morto e centenas de feridos em confrontos

Conflitos envolvem simpatizantes de Mubarak e manifestantes que pedem a saída dele

Governo do Egito confirma um morto e centenas de feridos em confrontos
Governo do Egito confirma um morto e centenas de feridos em confrontos Foto : Marco Longari / AFP
 Um soldado morreu e outras 403 pessoas ficaram feridas durante os confrontos no Cairo, capital do Egito, nesta quarta-feira. A informação foi passada pelo ministro da Saúde do país, Ahmed Farid, a televisão estatal egípcia. As informações são da agência Reuters.

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 De acordo com Farid, a maioria dos feridos foram atingidos por pedras. O soldado morreu ao cair de uma ponte. Os confrontos envolveram simpatizantes do presidente Hosni Mubarak, no cargo há 30 anos, e manifestantes que pedem a saída dele, na Praça Tahrir, região central do Cairo.

Embaixador brasileiro critica confrontos

Conforme o embaixador brasileiro no Egito, Cesário Melantônio, os confrontos de hoje colocam em risco o o processo de transição no país. "Eu esperava uma transição com ordem. Agora, estão ameaçadas a transição e a ordem", destacou em entrevista para a Record News.

Melantônio informou que os manifestantes contam apenas com pedras e pedaços de madeira, já que o Exército cercou a Praça Tahrir e revistou as pessoas antes delas entrarem no local. "Desejo e espero que não se use armas de fogos", disse. Para o diplomata, as Forças Armadas até agora consideravam legítimos os protestos e disseram que não reprimiriam as ações populares. A grande questão, de acordo com o embaixador, é se essa posição do Exército irá se manter.

Confronto em praça do Cairo

No início da tarde desta quarta, milhares de partidários do presidente Hosni Mubarak entraram em confronto na Praça Tahrir, epicentro dos protestos que exigem a renúncia do governante. Em questão de minutos, manifestantes dos dois lados começaram a se enfrentar com violência, atirando pedras uns contra os outros, sob o olhar de soldados que assistiam a tudo sobre os tanques mobilizados na praça, sem intervir.

Pedaços de pau também foram usados e partidários de Mubarak avançaram em camelos contra os opositores, mas foram cercados, retirados dos animais e espancados. Algumas pessoas foram arrastadas pelas ruas e a violência deixou vários feridos.

A oposição acusa policiais à paisana de se infiltrarem no protesto na praça Tharir. "O Partido Nacional Democrata (PND) pró-Mubarak e a polícia secreta vestida à paisana invadiram a praça para acabar com o protesto", afirmou o manifestante Mohammed Zomor, de 63 anos. Imagens da rede norte-americana CNN mostraram partidários de Mubarak atacando os manifestantes com cassetetes e pedaços de pau, montados sobre camelos e cavalos.

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