Os estudantes disseram que exporiam sua intenção de manter as mobilizações, enquanto se realizar a negociação, e exigiriam ao governo que torne transparente a parte da educação incluída no orçamento público que está sendo elaborado para 2012.
"A esperança que acalentamos é que o governo entre em sintonia com o que o mundo social está demandando, levando em conta o que diz o mundo social", disse Jaime Gajardo, presidente do Colégio dos Professores.
O ministro Bulnes disse que pedirá aos estudantes que voltem às aulas, suspensas há quase cinco meses devido à ocupação de escolas e universidades pelos jovens desde o começo do conflito, em maio passado. A reunião ocorre depois de uma maciça marcha estudantil com milhares de participantes e que terminou com violentos confrontos e um saldo de 17 detidos e quatro policiais feridos, segundo dados dos Carabineiros.
Os estudantes, apoiados por 89% da sociedade chilena, segundo as últimas pesquisas, pedem educação pública gratuita e de qualidade em um país com um sistema muito segregado, produto das reformas impostas pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).