Segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI), as Forças Armadas controlam desde a quarta-feira 56% do território do departamento de Santa Cruz, onde grupos de estrangeiros exploram ilegalmente ouro, madeira e pedras semipreciosas. A Agência para o Desenvolvimento das Macrorregiões e Zonas Fronteiriças (Ademaf) está desenvolvendo uma operação para marcar o domínio do Estado nas zonas periféricas da Bolívia.
Na quinta-feira, o ministro de Minas e Metalurgia da Bolívia, José Pimentel, disse que a intervenção nas jazidas de ouro e pedras semipreciosas de Santa Cruz não se trata só de uma questão de soberania, mas que o governo boliviano tem interesse de analisar a situação dos trabalhadores das empresas que operam ilegalmente na região, com o objetivo de legalizá-los, se for o caso.
"Nós somos os primeiros interessados em garantir as frentes de trabalho, mas de forma legal, ainda mais que se trata da exploração de um recurso natural. Vamos fazer uma avaliação sobre a quantidade de trabalhadores assalariados ou autônomos para garantir suas frentes de trabalho por meio de processos de formalização”, disse o ministro em uma entrevista coletiva concedida.
Ainda segundo Pimentel, esse trabalho de análise da atividade mineradora vem sendo desenvolvido desde o início do ano. O governo tem atuado para combater a exploração ilegal de ouro e, assim, “canalizar a exploração desse recurso em um bem do país. Esta é uma política sustentada do governo Evo Morales para combater a exploração ilegal desses recursos naturais e beneficiar o país”.