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Governo francês adotará reforma trabalhista sem votação parlamentar

Medida provocou quase meses de protestos e greves no país

Medida provocou quase meses de protestos e greves no país
Medida provocou quase meses de protestos e greves no país Foto : Jean-Philippe Ksiazek / AFP / CP
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, anunciará nesta terça-feira que recorrerá a uma medida constitucional que lhe permite adotar uma polêmica reforma trabalhista sem votação em uma nova leitura no Parlamento, informaram
fontes políticas.

"A decisão está tomada e o primeiro-ministro a anunciará oficialmente no Parlamento, normalmente no início dos debates, às 15h" locais (10h de Brasília), disse uma fonte. O Executivo socialista carece de maioria para fazer esta lei ser votada, já que parte dos próprios deputados socialistas se opõem a ela, ao considerá-la muito liberal, enquanto a oposição de direita a considera insuficiente.

Este projeto de reforma trabalhista provocou quatro meses de protestos na França, com greves em vários setores, e muitos dias de mobilização social, a última das quais está convocada para esta terça-feira. O governo francês já utilizou esta medida constitucional, o artigo 49-3, para levar à adoção desta reforma liberal pela Câmara Baixa em primeira leitura.

O Executivo explica que com esta reforma quer combater um desemprego endêmico - superior a 10% - facilitando os contratos em um mercado trabalhista mais flexível. Os opositores, por sua vez, acreditam que apenas aumentará a precariedade laboral.