O governo francês pediu aos "coletes amarelos" que não protestem neste sábado e sejam razoáveis após o atentado de terça-feira em Estrasburgo, que deixou dois mortos e 14 feridos, um deles em estado de morte cerebral. "Pedimos, responsavelmente, que sejam razoáveis e não protestem", afirmou o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, em um discurso aos integrantes do movimento.
O governo "ouviu e respondeu à revolta" expressada nos protestos, completou Griveaux, antes de afirmar que no momento o governo "não decidiu proibir as manifestações".
"Não é razoável manifestar porque as forças de segurança foram muito mobilizadas nas últimas semanas e depois do atentado de Estrasburgo seria desejável que cada um pudesse ter um sábado tranquilo, antes das festas de família de fim de ano, ao invés de protestar e mobilizar novamente as forças de segurança", disse o porta-voz.
Onze bilhões de dólares
O governo francês estimou em até 11 bilhões de dólares os custos dos protestos dos "coletes amarelos", bem como das medidas anunciadas pelo presidente francês Emmanuel Macron para acalmá-los. A estimativa foi feita na terça-feira por Griveaux.
Os protestos, que incluíram bloqueio de estradas e saques, provocaram perdas econômicas no país. As concessões de Macron elevaram os temores de que a França ultrapasse o teto fiscal imposto pela União Europeia no ano que vem, caso não haja outros cortes no Orçamento. O limite para o aumento da dívida pública em países europeus é de 3% do PIB.
Governo francês pede aos "coletes amarelos" que não protestem no sábado
Porta-voz fez apelo por ambiente calmo após o atentado em Estrasburgo, na terça-feira