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Governo Kast retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU

Indicação de ex-presidente chilena foi apresentada em conjunto por Chile, Brasil e México

Única mulher a ter ocupador a presidência do Chile, Bachelet foi indicada por Gabriel Boric
Única mulher a ter ocupador a presidência do Chile, Bachelet foi indicada por Gabriel Boric Foto : Raul Bravo / AFP / CP

O novo governo de José Antonio Kast retirou, nesta terça-feira, 24, o apoio do Chile à candidatura da ex-presidente socialista Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU. A ex-presidente chilena havia sido indicada pelo governo do esquerdista Gabriel Boric (2022-2026), em conjunto com o México e o Brasil. Apesar de não contar com o apoio do Chile, ela ainda pode seguir com sua candidatura graças ao apoio das outras duas potências latino-americanas.

Bachelet, de 74 anos e pediatra de profissão, é a única mulher a chegar à presidência no Chile (2006-2010 e 2014-2018), pelo Partido Socialista. "A dispersão de candidaturas de países da América Latina e as diferenças com alguns dos atores relevantes que definem este processo tornam inviável esta candidatura e o eventual sucesso desta postulação", afirmou o Ministério das Relações Exteriores chileno em comunicado.

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Governo anuncia que não apoiará outro concorrente

No entanto, o governo anunciou que, caso Bachelet siga com sua candidatura, não apoiará outro concorrente. Bachelet é uma das candidatas para substituir o português António Guterres, que conclui seu segundo mandato em 31 de dezembro de 2026.

Experiência de Bachelet na ONU

A política chilena já ocupou cargos no alto escalão do organismo internacional. Foi diretora-executiva da ONU Mulheres (2010-2013) e depois alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos (2018-2022). Em 80 anos, nenhuma mulher ocupou o cargo máximo na ONU e há apenas um representante da América Latina registrado: o diplomata peruano Javier Pérez de Cuéllar, entre 1982 e 1991.

Critérios para escolha do Secretário-Geral da ONU

De acordo com uma prática não regulamentada e que nem sempre é seguida, a Secretaria-Geral vai se alternando entre as regiões. Desta vez, caberia à América Latina e há consenso de que o posto deveria ser ocupado por uma mulher.