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Governo líbio aceita discutir cessar-fogo pela primeira vez

Regime de Kadhafi quer impor condições, mas demonstra ceder sob pressão da ONU

O governo líbio deu sinais, na madrugada desta sexta-feira, de que irá ceder à pressão da Comunidade Internacional. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kaled Kaim, revelou que Muanmar Kadhafi está disposto a aceitar um cessar-fogo com os rebeldes, mas que exige discutir os detalhes antes de sua aplicação.

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"Estamos dispostos a tomar esta decisão, mas necessitamos de um interlocutor bem preciso para discutir sua aplicação", declarou Kaim logo após a publicação de resolução do Conselho de Segurança da ONU. As Nações Unidas autorizaram "todas as medidas necessárias" para proteger os civis líbios e impor uma trégua ao regime do coronel Khadafi, no poder há 42 anos.

Kaim destacou que seu país vai "reagir positivamente à resolução da ONU" e que o governo iria provar esta vontade garantindo uma proteção aos civis.  "Discutimos na noite passada com o emissário da ONU (o jordaniano Abdul Ilah Khatib) e levantamos questões legítimas sobre a aplicação do cessar-fogo".

Apesar de abrir espaço para uma primeira conversa sobre "poupar" insurgentes, na quinta-feira, Kadhafi prometeu expulsar os rebeldes da cidade de Benghazi. O líder líbio anunciou que as forças governamentais iriam atacar durante a noite o reduto da rebelião, situado a mil quilômetros de Tripoli. "A decisão foi tomada. Preparem-se, chegaremos esta noite", ameaçou o coronel.

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