"Hoje não há praticamente mais esperança de que se possa encontrar alguma pessoa com vida" em La Pintada, disse o presidente durante entrevista coletiva em Acapulco, no estado de Guerrero, o mais afetado pelas inundações.
"O volume de terra que praticamente sepultou mais de 40 casas nesta comunidade faz pensar que não há mais gente com vida", destacou o presidente, que na tarde deste sábado visitou La Pintada, na região montanhosa do Estado de Guerrero.
A tragédia ocorreu na segunda-feira passada, e o deslizamento de terra atingiu boa parte da localidade de 400 habitantes, que ficou completamente isolada. As equipes de socorro chegaram ao local apenas na quarta. O México foi castigado por fortes chuvas durante quase uma semana, devido à presença dos ciclones Manuel e Ingrid, que chegaram simultaneamente ao país pela costa do Pacífico e pelo Golfo do México, no Atlântico.
Segundo o último relatório oficial, as inundações e deslizamentos de terra deixaram 101 mortos no México, além dos 68 desaparecidos em La Pintada. Em Acapulco, as chuvas isolaram o balneário por quase uma semana, provocando o caos em uma cidade repleta de turistas.
Apenas na sexta-feira foi reaberta a estrada entre Acapulco e a cidade do México, permitindo a saída de milhares de turistas, ao final de uma semana de pesadelo no balneário, que ficou sob as águas. Centenas de pessoas foram resgatadas por helicópteros de tetos de residências e crocodilos acabaram nas ruas após o transbordamento de diversas lagoas. Após a dissipação das tormentas, o país enfrenta o desafio da reconstrução de estradas e pontes.