O governo paraguaio estuda um projeto de lei que permitirá aos militares o uso de armas de guerra em casos de crise interna, sem necessidade de que seja declarado o estado de exceção, anunciou nesta quarta-feira o assessor governamental Emilio Camacho.
A proposta abreviará os trâmites para situações que exijam a mobilização das forças armadas e será enviada ao Congresso para ser votada.
O presidente Fernando Lugo supervisionou nesta quarta-feira a mobilização de 3 mil efetivos do exército e da polícia em Concepción, 500 km ao norte da capital, que serão encarregados da captura de insurgentes do chamado Exército do Povo Paraguaio (EPP).
O estado de exceção foi decretado domingo, por 30 dias, em cinco departamentos do norte paraguaio, entre eles o de Concepción, em seguida ao assasssinato de quatro policiais há uma semana atribuído a esse grupo associado, pelas autoridades, à guerrilha colombiana das Farc.
Na segunda-feira, o senador paraguaio governista Robert Acevedo sofreu atentado na cidade de Pedro Juan Caballero. No ataque morreram Richard Martínez e Feliciano Alonso, que eram guarda-costas do senador. O PCC, de São Paulo, é acusado pela autoria.
Governo paraguaio quer militares usando armas de guerra em crise interna
País está em estado de exceção em cinco departamentos do norte